Mecanismos confidenciais de reclamação, resolução e não retaliação

Em 21 de Junho de 2021

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A Pieracciani é uma empresa signatária dos WEPs (Princípios de Empoderamento das Mulheres), uma iniciativa da ONU Mulheres e do Pacto Global.

Desde 2019, quando o compromisso foi assinado, a Pieracciani realizou um diagnóstico do seu cenário em diferentes frentes orientadas pela ONU, como sensibilização da liderança, saúde, segurança e bem-estar, comunidade e ativismo social, as quais possuem impacto e correlação com os 7 Princípios de Empoderamento das Mulheres.

Mais detalhes sobre os princípios podem ser acessados por meio deste link

Com esse diagnóstico, foi possível verificar quais ações poderiam ser executadas a curto, médio e longo prazo. Uma das ações recentes foi trazer uma apresentação sobre mecanismos confidenciais de reclamação, resolução e não retaliação, ao Comitê semanal da Pieracciani. E, além disso, foi abordado e contextualizado o tema da política da empresa quanto à tolerância zero a qualquer tipo de violência e assédio contra homens e mulheres.

O objetivo desta ação foi conscientizar e informar o Time Pieracciani sobre o tema da violência e do assédio, mostrando que há mecanismos e canais que podem ajudar nestes casos e como podemos agir e ter apoio da Empresa também, se necessário.

A fim de que este conhecimento não se concentre apenas no nosso Time, compartilhamos abaixo a abordagem apresentada com o intuito de disseminar este assunto tão relevante:

Diversos tipos de violação aos direitos humanos ainda estão presentes na nossa sociedade, como violência, abusos, discriminação e intolerância. Quando colocados de frente com alguma dessas situações, todos nós podemos ser agentes da mudança a partir da realização de uma denúncia, tanto para uma ofensa direcionada a nós, quanto a um terceiro.

Em uma pesquisa feita pelo site vagas.com, com 5.000 entrevistados, dentre os que reportaram já ter sofrido algum tipo de assédio sexual ou moral no ambiente de trabalho, 87,5% deles não denunciaram.

Essa é uma situação urgente que precisa ser tratada com a seriedade que lhe convém.

Pensando nisso, para orientar sobre como é possível reportar infrações sofridas, o guidebook elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina foi apresentado, orientando como agir em face de uma situação dessas, bem como uma lista de canais de denúncia que podem ser acessados.

6 Passos para agir e denunciar:

  • Converse, inicialmente, com o agressor para esclarecer como você se sente (se houver possibilidade de diálogo);
  • Procure solidariedade, ajuda mútua e estratégias coletivas para enfrentar o problema;
  • Procure suporte emocional com amigos, família, colegas e psicólogos;
  • Evite conversar a sós com o agressor. Leve um colega ou representante sindical para servir como testemunha;
  • Relate as agressões na Ouvidoria ou no setor de Recursos Humanos e solicite uma mediação para solucionar o problema;
  • Busque apoio jurídico com profissionais devidamente habilitados;

Abaixo estão alguns canais de denúncia governamentais que estão disponíveis para te ajudar nestes casos:

  • Violência Contra a Mulher: Disque 180
  • Violações de Direitos Humanos: Disque 100
  • Em caso de flagrante acione diretamente a polícia através do 190 #MetaAColher

Outros canais de iniciativas sem fins lucrativos são o Projeto Justiceiras e o Mapa do Acolhimento. Ambos oferecem orientação jurídica e psicológica para mulheres passando por alguma situação de violência física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial.

Além disso, hoje a tecnologia permite que empresas contratem canais de denúncias externos, como o Safespace, Denouncefy, Canal Facti, Legal Ética e Ouvidor Digital. Esta é uma maneira de garantir o anonimato de quem presta queixa. Esses canais são contratados para que os colaboradores possam prevenir, comunicar e resolver diversos problemas de comportamento inadequado no trabalho, como assédio, discriminação, bullying, entre outros.

É importante ter em mente que cada empresa tem um porte e um cenário, de modo que nem sempre é viável ter um canal exclusivo para este fim, mas o importante é compartilhar canais disponíveis e oferecer treinamentos e apoio aos colaboradores.

Não importa se você irá recorrer a um órgão governamental, a uma iniciativa sem fins lucrativos ou a um canal de denúncias corporativo: o importante é não se calar. Procure apoio e testemunhas, registre as situações e denuncie.

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