O valor do capital humano para a Lei do Bem

Por Pâmella Paiva Pedroso, 04 de Junho de 2021

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Quando analisamos o potencial de uma empresa para aderir ao Programa de Incentivos à Inovação Tecnológica, referente à Lei do Bem, temos em mente que a empresa precisa atender aos quesitos exigidos pela legislação, como ter projetos de inovação tecnológica, tributação no lucro real, pagamento de IRPJ / CSLL no ano-base e estar com as CNDs (Certidão Negativa de Débito) em dia. Mas, a análise também engloba outra perspectiva:

O segredo para impulsionar e utilizar todo o potencial do Programa é a capacitação de pessoas.

Se as equipes estiverem habilitadas, terão resultados cada vez melhores em relação aos dispêndios dos projetos apurados e entenderão como priorizar projetos mais estratégicos de inovação para obter maiores incentivos fiscais.

E para que se consiga abranger o maior potencial do Programa, é essencial que haja cooperação também das áreas tributária, contábil, de recursos humanos, de P&D e todas as demais envolvidas nos projetos.

A integração entre as áreas é essencial.

O principal objetivo é fazer com que os colaboradores atuem como líderes proativos em inovação. Devem entendê-la como processo gerenciável e ter uma visão holística da importância da Gestão da Inovação, alavancando a criatividade das equipes de cada setor. Além disso, devem recondicionar seu olhar para que possam refletir sobre as restrições e pressões que a organização enfrenta, a fim de buscar soluções através da inovação.

Desta forma, entendendo o valor do capital humano para a Lei do Bem, como o ponto chave para o sucesso do Programa e principal fonte propulsora de inovação nas empresas, a Pieracciani acredita que as corporações precisam buscar gestores que sejam verdadeiros embaixadores da inovação, profissionais que sirvam de exemplo para suas equipes e que incentivem a cultura inovadora, que saibam se manter firmes para a implementação da cultura independentemente das dificuldades.

Ciente desta lacuna, a Pieracciani disponibiliza uma cartilha de treinamentos, para que seus clientes possam  traçar o caminho da inovação de forma autônoma no gerenciamento do Programa, entendendo os conceitos de P&D para a Lei do Bem: o que de fato é um projeto de inovação tecnológica e quais informações devem ser abordadas de acordo com os critérios do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), quais dispêndios são incentiváveis pela Lei do Bem, como deve ser realizada a valoração das horas dos colaboradores dedicadas aos projetos e quais verbas são elegíveis pela a Lei do Bem.

Além disso, direcionamos práticas de gestão do conhecimento e documentação de projetos aos nossos clientes, pois são imprescindíveis para a veracidade das informações reportadas no Programa.

A Pieracciani considera também a estruturação de um Programa de Geração de Ideias como uma iniciativa significativamente impactante, uma vez que os colaboradores terão maior abertura para exporem suas ideias que, por consequência, poderão virar projetos de inovação. O Programa envolve um treinamento sobre técnicas de geração de ideias e priorização de projetos alinhados à estratégia da empresa com colaboradores de diversas áreas.

Por fim, outro tema que é pauta nos treinamentos é o Sistema Nacional de Inovação, que consiste em capacitar os profissionais sobre todas as oportunidades de fomento à inovação disponíveis no Brasil. A fim de proporcionar alternativas para que mais projetos possam ser desenvolvidos nas empresas e, consequentemente, essas consigam inovar mais, tendo ciência que a depender do projeto, o risco para o desenvolvimento pode ser compartilhado.

Deste modo, a partir de um trabalho de visão de futuro, a Pieracciani tem como intuito ajudar as empresas a inovarem de forma mais assertiva com uma equipe que viva a Cultura de Inovação.

Artigo publicado originalmente no Linkedin.

Pâmella Paiva Pedroso

Pâmella Paiva Pedroso

Consultora Sênior na Pieracciani

Formada em Engenharia de Produção no Centro Universitário da FEI e em curso técnico de administração de empresas, atua como consultora há 4 anos e meio na área de funding, com foco em gestão de projetos de Inovação Tecnológica. Possui experiências anteriores na área de Engenharia do Desenvolvimento do Produto e Engenharia Civil.

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