Inovação e diversidade andam de mãos dadas

Por Pieracciani, 11 de Fevereiro de 2020

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Inovação e diversidade andam de mãos dadas

Veja porque as empresas devem se manter atentas ao tema

Segundo pesquisa realizada pelo Linkedin em 2018, 78% das companhias priorizam a inclusão no momento da contratação. Isso porque, para identificar de forma eficaz as mudanças e anseios do mercado é necessário ter o maior número de pontos de vista possível.
Neste sentido, a pauta, que já era uma necessidade social, se tornou uma demanda para o mundo empresarial. O levantamento realizado em 2018 pela Boston Consulting Group (BCG), uma das maiores consultorias em estratégia do mundo, que ouviu 1.700 empresas de oito países- incluindo Brasil, mostrou que organizações com Times de gestão mais diversificados possuem uma receita 19% maior quando comparadas à outras empresas ao que se refere a inovação.

Porém, tornar uma companhia mais diversificada e inclusiva não é uma tarefa simples. A questão precisa ser implantada na cultura da empresa; é necessário que ela seja valorizada e tratada como um objetivo de todos os setores da organização. A ONU - Organização das Nações Unidas possui inclusive algumas metas e orientações para que empresas se tornem mais inclusivas, a exemplo dos princípios do empoderamento feminino, assinado em 2019 pela Pieracciani.
O fato é que o tema é, ainda hoje, um grande desafio, principalmente para setores tradicionais. O levantamento realizado em 2019 pela Automotive Business- revista especializada no setor automotivo, com 89 empresas da cadeia automotiva com atividades no Brasil, mostrou que há pouca representatividade nos campos de gestão e liderança das empresas. Segundo a pesquisa, os cargos são preenchidos por apenas 21% de mulheres, 4% de negros e 0,5% de pessoas com alguma deficiência.
No contexto internacional a falta de valorização destes grupos também é recorrente. A pesquisa da BCG em parceria com rede global de aceleradoras MassChallenge, mostrou que em 2018 empresas fundadas ou co-fundadas por mulheres receberam um aporte financeiro para capital de risco menor do que as criadas por homens.
De acordo com o relatório as empresas femininas retiveram, em média, US$ 935 mil em aportes, já as organizações com gestão masculina obtiveram, em média, US$ 2,1 milhões em investimentos de capital de risco. Porém, em longo prazo- cinco anos, as empresas com gestão feminina em geral geraram 10% mais em renda acumulada. Em números exatos foram: US$ 730 mil contra US$ 662 mil.
Alguns estudos de mercado mostram que quanto maior a diversidade da equipe, maior o lucro da empresa. A pesquisa realizada em 2018 pela Mckinsey and Co. em 12 países, incluindo Brasil, com cerca de mil empresas, mostrou que companhias com maior diversidade de gênero têm 21% mais probabilidades de obter crescimento acima da média geral do mercado. Já quando se fala em diversidade cultural e étnica, a diferença sobe para 33%.

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