O futuro é sustentável

Em 20 de Agosto de 2019

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Carros elétricos são tendência no Brasil e no mundo

Cidades paradas, comércios fechados, imensas filas em postos de gasolina e um rombo de R$ 16 bilhões na economia do país, segundo o Ministério da Fazenda. Assim foram os 10 dias que pararam o Brasil, o motivo? A insatisfação de caminhoneiros com a alta do óleo diesel. Este é sem dúvidas um marco na memória recente do país, mas apenas um sintoma da histórica dependência nacional por combustível fóssil.

Desde a industrialização do país, promovida durante o primeiro governo Vargas e a introdução da política de rodovias pela chegada das montadoras, há mais de 60 anos, houve pouca exploração de outras alternativas de transporte, se não a rodoviária. Decisão que hoje custa caro, tanto ao que se diz respeito ao desenvolvimento competitivo do país quanto ao meio ambiente.

Neste cenário a indústria automobilística tem papel essencial para minimizar o quadro. Em São Paulo 97% de toda a emissão de CO² é proveniente do uso de automóveis de combustível fóssil, e segundo pesquisa realizada em 2017 pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), passar duas horas no trânsito paulista equivale a fumar um cigarro.
O problema é que a frota nacional, que hoje gira em torno de 59 milhões de veículos, vendeu de 2012 a 2018 apenas 10,6 mil carros elétricos segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), enquanto no mesmo período foram vendidos 17,6 milhões de veículo movidos à gasolina - dados da Autoo. Apesar disso, algumas medidas estão sendo tomadas para equilibrar este cenário e ao que tudo indica, em breve o brasileiro estará habituado com a alternativa elétrica.

Para que isso comece a se tornar realidade dois grandes pontos estão sendo trabalhados: eficiência dos motores e pontos de recarga. Modelos como Nissan Leaf e Jaguar I-Pace já são capazes de rodar mais de 300 km e 400 km, respectivamente, com uma carga completa, o que já atende a necessidade para uso cotidiano. Em linhas gerais recarregar a bateria é mais barato do que encher o tanque de gasolina.

Países como EUA estimulam que as recargas sejam feitas em casa durante a noite, pois a tarifa elétrica é menor no período da madrugada. Porém é imprescindível a criação de postos de recarga espalhados pela cidade. Hoje o Brasil conta com cerca de 110 pontos, mas a BMW já anunciou que pretende instalar 40 novos postos até o final deste ano, o que mostra o interesse de empresas do setor.


Como base nos números de 2017 a ABVE projeta para os próximos cinco anos um crescimento 300% a 500% do mercado, já a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que até 2026 veículos híbridos sejam 2,5% dos licenciados.


Portanto, podemos afirmar que este é um tema chave quando se fala em desenvolvimento automobilístico e inovação no Brasil. Mas a questão é, quando o Brasil estará preparado para oferecer bons carros a preços minimamente razoáveis à um mercado que exige renovação?


Dentro deste contexto a SAE BRASIL e a Pieracciani lançam o Programa SAE BRASIL de capacitação e certificação de gestores da inovação de mobilidade direcionado à formação de profissionais na área automotiva. Pois, somente a partir do desenvolvimento de pessoas será possível apoiar o desenvolvimento competitivo e sustentável do setor.

Para mais informações acesse AQUI
Veja o vídeo de depoimentos sobre o Programa AQUI

 

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