Carros do futuro: onde estamos, quais os desafios e próximos passos

Em 09 de Agosto de 2019

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Segundo pesquisa realizada em 2018 pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), o brasileiro passa em média 1h28m no trânsito diariamente. Em São Paulo, capital financeira do país, esse tempo é ainda maior, sendo três horas por dia (IBOPE). Além disso, a taxa de acidentes de trânsito é uma das mais altas do mundo, fato que coloca o Brasil em 5° lugar no índice realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que mensura os países com mais acidentes fatais registrados.  

A questão é profunda e envolve problemas estruturais que vão desde renovação de vias até aspectos ligados à sustentabilidade. Buscar alternativas significa investir em inovação e pesquisa. É importante ressaltar que quando se fala em mobilidade urbana, fala-se também em modernização de veículos. Neste aspecto, muito tem sido feito mundo afora e no Brasil algumas iniciativas estão sendo tomadas.

A Embraer X, subsidiária da Embraer responsável por projetos disruptivos, está desenvolvendo em parceria com a Uber veículos voadores para uso urbano massivo. O modelo foi divulgado no início do mês de julho (11/07) e faz parte do projeto da startup americana que pretende criar uma nova forma de transporte aéreo, com previsão de uso comercial para 2023.

Apesar da iniciativa no setor aéreo, o país ainda patina quando se fala em carros autônomos. Segundo levantamento da KPMG, multinacional especializada em auditorias, o Brasil ficou em último lugar no ranking que avalia os países mais propícios à tecnologia em 2019. A avaliação se deve, principalmente, a falta de incentivos à pesquisas no setor.

Segundo a Autosporte, revista especializada em veículos, explica que o resultado brasileiro poderia ter sido melhor caso houvesse mais programas de incentivo focados em eficiência, segurança e pesquisa.

Além disso, questões legislativas, falta de infraestrutura e altos custos barram tecnologias ligadas ao tema. Ainda assim, o relatório aponta para algumas iniciativas nacionais realizadas por universidades como: USP (Universidade de São Paulo), UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) e IFB (Instituto Federal da Bahia).

Um dos bem sucedidos projetos nacionais é o IARA, veículo que conta com múltiplos sistemas, como: tomada de decisão de alto nível, planejamento de caminho, planejamento de movimento, controle, detecção e rastreamento de objetos móveis, detecção e reconhecimento de semáforos, detecção de pedestres, entre outros.

Outra pauta que deve ser mantida no radar de quem busca saber mais a respeito de modernização automotiva é a sustentabilidade. Com problemas provenientes da emissão de poluentes, escassez de recursos e crescimento demográfico, o tema ganhou protagonismo mundial. Carros elétricos são vistos hoje como a melhor opção para minimizar impactos ambientais, porém o Brasil permanece refém do combustível fóssil.

Basta lembrar da greve dos Caminhoneiros, que causou um rombo de R$ 16 bilhões a economia do país, segundo o Ministério da Fazenda. Um levantamento feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostra que de 2011 a 2016, foram vendidos apenas 5,9 mil carros elétricos e híbridos no país. O principal motivo para a impopularidade da modalidade no país é o preço, que ainda é bastante elevado. Porém, a questão pode ser melhorada ainda este ano.

A Toyota já anunciou que irá produzir a versão nacional do Corolla híbrido flex, um caminho mais adaptado à realidade nacional. Há, ainda, o carro elétrico de baixo custo com uso de motor/gerador a combustão que a Nissan desenvolve para o Kicks. Este deve estrear entre o final de 2019 e o começo de 2020.

Em resumo podemos afirmar que o Brasil, apesar dos avanços em pesquisas e desenvolvimento, ainda tem um longo caminho a percorrer, pois é gritante a necessidade de se investir em capacitação relacionada a mobilidade. Neste contexto que a SAE BRASIL e a Pieracciani estão lançando o Programa SAE BRASIL de capacitação e certificação de gestores da inovação de mobilidade, direcionada à formação de profissionais na área automotiva.  Pois, a partir do desenvolvimento de pessoas é possível apoiar o desenvolvimento competitivo e sustentável do setor.

Para mais informações acesse CLIQUE AQUI

CLIQUE AQUI e veja o vídeo de depoimentos sobre o Programa.

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